Chico Science
"Tiro Certeiro"
Urubuservando, a situação
Uma carraspana, na putrefação
A lama chega até o meio da canela
O mangue tá afundando e não nos dá mais trela
[Refrão]
De tiro certeiro, é de tiro certeiro
Como bala que já cheira a sangue
Quando o gatilho é tão frio
Quanto quem tá na mira, o morto
Ê, foi certeiro, ô se foi
[Verso 1]
O sol é de aço, a bala escaldante
Tem gente que é como o barro
Que ao toque de uma se quebra
Outros não, ainda conseguem abrir os olhos
E no outro dia assistir TV
Mas comigo é certeiro, meu irmão
Não encosta em mim que hoje eu não tô pra conversa
Seus olhos estão em brasa
Fumaçando (Fumaçando) Fumaçando (Fumaçando)
Fumaçando (Fumaçando) Fumaça! (Não saca a arma, não)
A arma não? (A arma não!) A arma não? (A arma não!)
Já ouvi, calma
As balas já não mais atendem ao gatilho
Já não mais atendem ao gatilho
E já não mais atendem